
* Os professores dos cursos de bacharelado em Agroecologia e licenciatura em Educação do Campo da FURG, campus São Lourenço do Sul, Engº Agrº Dr. Marcelo Stumpf e o Med. Veterinário Dr. Eduardo Antunes Dias, participaram na quarta-feira (dia 09) em Pelotas de uma reunião com o pesquisador Dr. João Pedro Zabaleta, da EMBRAPA Clima Temperado, quando conversaram sobre técnicas de criação de aves coloniais. Naquela oportunidade, discutiram sobre a possibilidade da diversificação da produção e da renda agrícola local, por meio da criação de frangos de corte/postura colonial, consorciado com a produção de batata doce, mandioca, mandioquinha, uvas, azeitonas e hortaliças. Esse sistema de criação em piquetes móveis com cerca elétrica, além de promover o bem-estar das aves, aproveita os subprodutos de outras culturas, como a da mandioca e a da batata-doce, na alimentação dos animais. O resultado disso é uma carne e ovos mais saudáveis, saborosos e com uma coloração mais acentuada. Outro aspecto positivo deste consórcio é a diversificação da produção, possibilitando assim ao agricultor a comercialização de um número maior de produtos nas feiras e consequentemente o aumento da renda familiar. Além disso, resíduos como a cama das aves são aproveitados em composteiras para, posteriormente, servirem de adubo na produção de hortaliças. Segundo o pesquisador da EMBRAPA, é possível agregar até R$ 8,00 por quilo no caso do frango colonial resfriado, devido ao apelo da produção natural inerente a esse produto. As linhagens de aves coloniais mais utilizadas nestas criações são a EMBRAPA 041 para frangos de corte e 051 para poedeiras, por serem mais rústicas e com bons índices produtivos. A visita foi finalizada com a avaliação de um biodigestor feito de bambona plástica conectado a uma câmara de pneu de trator, onde foi possível produzir gás para o preparo de refeições por até uma hora. (Divulgação)
