A sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri do réu André Kruger Bork, o qual aconteceria no dia 7 de julho, foi transferido para esta sexta-feira. Atuam no caso a Juíza Hélen Fernandes Paiva, o Promotor Francisco Saldanha e na Defesa, Airton Carre Chagas.
Relembre o caso
Na manhã de 07 de abril, a Polícia Civil de São Lourenço do Sul localizou o corpo de Claudiele Medina dos Santos, de 19 anos de idade, a qual estava desaparecida desde 17 de março.
Desde a comunicação do desaparecimento de Claudiele, em 19 de março, foram realizadas diversas diligências, entre elas colheita de depoimento de parentes e vizinhos da desaparecida e representação judicial pela quebra de registros telefônicos. Após o resultado das últimas ligações telefônicas de Claudiele, somado uma informação através do 190 para Brigada Militar sobre possível local em que corpo estaria, houve representação judicial por expedição de mandado de busca e apreensão na residência de André Kruger Bork, ex-namorado de Claudiele, localidade de Boqueirão Velho. Na diligência realizada sexta-feira, com auxílio da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros, não foi localizado o corpo.
Na manhã de hoje, André Kruger Bork acompanhado de dois advogados, procurou o Delegado Edson Ramalho, apresentando-se como autor do crime e indicando o local em que enterrou Claudiele. O corpo foi localizado no galpão da propriedade de André, sendo acionada a perícia de criminalística do IGP. Em interrogatório, André limitou-se a dizer que matou Claudiele e enterrou o corpo sozinho, sem fornecer detalhes.
Foi lavrado auto de prisão em flagrante por ocultação de cadáver art. 211 CP, encaminhado ao Presídio de Pelotas. Houve representação por prisão preventiva por Homicídio qualificado por feminicídio.
