O LOURENCIANO entrevistou nesta edição o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares, VALNEI BROSE, a respeito do cenário da comercialização de tabaco em São Lourenço do Sul. Ele assim se manifestou: “A comercialização neste ano novamente começou devagar e com preços variados, conforme o tipo de fumo e com grandes dificuldades de negociação para acordo entre produtor e classificador. Anteriormente também houve dificuldades com as empresas, apesar de diversas reuniões entre empresas e a representação dos produtores (Sindicato, Fetag, Afubra) para negociação dos reajustes de custo de produção. A colheita foi muito boa, assim como de todos os produtos agrícolas aqui na região que não sofreram com a estiagem, apesar do fenômeno La Niña, quando houveram chuvas muito boas durante o período de desenvolvimento das culturas. Nos últimos dias o que temos observado é que a classificação e a compra tem sido dentro da qualidade do Fumo. Outro ponto que está acontecendo nas últimas semanas é alguma classificação e compra dentro das propriedades realizadas pelos orientadores das Empresas. Talvez um dos reflexos seja a saída de muitos produtores da atividade do tabaco. Primeiro porque as empresas excluíram alguns produtores em safras anteriores. Agora, principalmente pela migração de produtores para o plantio da soja e do milho que se estima em 20% de quem se dedicava ao plantio do fumo, devido às boas cotações da soja e do milho que estão com os seus preços em ótimo patamar, o que está causando uma grande procura por terras para arrendamento”.
