Decisão foi tomada em Assembleia Geral com os médicos das equipes da obstetrícia, pediatria, clínica, emergência, anestesia e ortopedia._
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) realizou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com médicos da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul, nesta segunda-feira, 11, tendo como pauta: pagamentos pendentes. Por unanimidade os profissionais decidiram por notificar a gestão do hospital e autoridades que se os pagamentos não forem colocados em dia e não houver avanço nos contratos formais em até 30 dias, haverá paralisarão de serviços eletivos e só serão atendidas urgências e emergências. Participaram do encontro representantes das equipes da obstetrícia, pediatria, clínica, emergência, anestesia e ortopedia.
“A situação é extrema. Os médicos estão desde agosto sem receber seus salários e agora decidiram dar um prazo para o hospital e autoridades. Eles têm até 30 dias para pagarem o que devem. Em caso contrário, podem ocorrer a paralisação”, explica o diretor da Região Sul da entidade, Marcelo Sclowitz, que conduziu a assembleia geral.
Contraponto da Santa Casa de São Lourenço do Sul
A SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO LOURENÇO DO SUL, através do seu Conselho Diretor e departamento jurídico, em atenção à nota divulgada pelo SIMERS, datada de 11.11.2024, em que informa que alguns médicos que prestam serviços na instituição se reuniram e decidiram “notificar a gestão do hospital e autoridades que se os pagamentos não forem colocados em dia e não houver avanço nos contratos formais em até 30 dias, haverá paralisação de serviços eletivos (…)” esclarecer o quanto segue:
Inicialmente, o Hospital informa que até o presente momento não foi recebida qualquer notificação do SIMERS nos termos mencionados na nota divulgada. A propósito, havia sido agendada reunião do Conselho Diretor com os representantes do SIMERS para o dia 07.11.2024, 14:30hrs, na sede da Santa Casa, contudo, por solicitação do referido sindicato, a reunião foi desmarcada. Já houve sugestão de nova data por parte do Hospital para recebimento dos representantes do SIMERS e realização da reunião (entre 19 e 22.11.2024), mas não houve resposta até o presente momento.
Quanto à formalização dos contratos com os médicos representados pelo SIMERS - aproximadamente 15 (quinze) profissionais que prestam serviços na Santa Casa de SLS - além das diversas reuniões realizadas com o jurídico do sindicato e seus representantes, foi agendada reunião geral com todos os médicos para o dia 06.11.2024, 18hrs, contudo o Diretor Clínico da Santa Casa informou que “o grupo não estaria de acordo em fazer a reunião para tratar sobre o contrato” e ainda que havia o interesse dos médicos em suspender temporariamente a reunião e "aguardar para nova data a definição quanto ao contrato”. De qualquer forma, entre os dias 06.11.24 e 07.11.24, houve reuniões com diversos médicos que atuam na instituição e nenhum deles manifestou qualquer interesse na paralisação dos serviços, pelo contrário demonstraram o intuito de auxiliar a Santa Casa a solucionar os problemas financeiros enfrentados.
O Conselho Diretor do Hospital reitera que está empreendendo os máximos esforços e trabalhos para viabilizar o pagamento dos honorários dos médicos em atraso (referente aos meses de agosto e setembro) e esclarece que se trata efetivamente de questão pontual na atual gestão, que prioriza o pagamento dos colaboradores e prestadores de serviços, mas que enfrenta a escassez de recursos e aguarda o recebimento de emendas parlamentares e outras receitas que estão sendo buscadas para colocar em dia também os honorários devidos aos médicos prestadores de serviços. Ratifica, ainda, a determinação para formalização de todos os contratos dos prestadores de serviços médicos, conforme minuta já negociada e aprovada pelo SIMERS.
O Conselho Diretor e Departamento Jurídico da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul permanecem à disposição dos médicos prestadores de serviços, do SIMERS e de toda a população para quaisquer outros esclarecimentos tidos por pertinentes e para as negociações necessárias.
